BANDAS

> SÁBADO  > DOMINGO  > SEGUNDA  > TERÇA

EDDIE (PE)

Com quase 20 anos de banda, a Eddie tenta sintetizar um pouco de sua vivência musical neste seu novo trabalho, o disco "Carnaval no Inferno". Após três CDs gravados com praticamente a mesma formação, a Eddie encaixa de forma ainda mais precisa seu balanço particularíssimo, confirmando sua sonoridade própria e liberdade autoral. O disco é um verdadeiro acerto de marcha da banda, que “requinta” com toda experiência sua musicalidade de acabamento “garageiro”, inspirada pelo entusiasmo das festas populares de rua.

"Carnaval no inferno" foi inteiramente gravado de forma independente, com recursos próprios, em viagens entre São Paulo e Recife. É o registro de uma comunhão com parceiros-produtores da vida da banda (Buguinha Dub, Berna Vieira e Karina Buhr) e ainda com colaboradores especiais e novos parceiros de jornada como Curumim, João do Cello, Nilsinho Amarante e Da Lua, sem falar da presença sempre especial do percussionista e compositor Erasto Vasconcelos, velho companheiro de outros carnavais. Se por um lado, o disco revela uma faceta mais introspectiva da banda com músicas como “Quase não sobra nada” (uma parceria com Junio Barreto) e “Gafieira no Avenida” (música de Jorge du Peixe e Lúcio Maia que integra a trilha sonora do filme Amarelo Manga), o grupo de Fábio Trummer esquenta as turbinas dos foliões com os frevo-sambas infernais “Bairro Novo/Casa Caiada” e “Me diga o quenão foi legal”.

Hoje, depois de várias formações, a Eddie é composta por Fábio Trummer (guitarra & voz), Urêa (percussão & voz), Andret (trompetes, teclados & samplers), Kiko (bateria) e Rob (baixo). Um escrete com sonoridade própria, cheia de grooves peculiaríssimos e experimentações inflamáveis. Capaz de incendiar até o mais frio dos terreiros do velho mundo, de levantar o fogo morto de ritmos quentes abafados pelo discurso da tradição, como o próprio frevo (o hit “Quando a maré encher” é frevo, meu bem!), entre outras façanhas infernais. Fica, então, o alerta: a Eddie é combustão certeira.



www.myspace.com/bandaeddie

WYZA (ANGOLA)

Wyza pertence a uma geração de novos intérpretes angolanos que se vêm afirmando internacionalmente, sendo os seus trabalhos, alvo de rasgados elogios da crítica, pela genuinidade da sua voz e pelo caráter marcante das suas composições. Alguns dos mais importantes festivais europeus não deixam de reconhecer o seu talento, convidando-o a participar de seus line-ups como um promissor músico da atualidade. Sua história começou na província do Uíje ainda cedo, quando veio pouco tempo depois para Luanda trazendo na sua bagagem o orgulho do seu povo e a musicalidade da sua gente.

Nos estúdios, Wyza travou contato com novas técnicas e logo aprendeu o que parecia difícil, o desconhecido mundo da digitalização musical. Ele percebeu nessa descoberta tudo o que os novos conhecimentos poderiam agregar à sua música. Seu disco mais recente "Bakongo", é, sem exagero, a mais sofisticada obra já feita por um músico angolano. Wyza é a maior promessa que o país já teve em mãos para fincar uma referência da música angolana atual no mundo. Em suas músicas, wyza demarca uma sonoridade vinculada às raízes da sua terra mas aberta a acolher tendências musicais contemporâneas. Sons dos paus e pedras gravados às margens do Rio Loge se misturam a violinos, clarinetes e guitarras produzindo uma sensação de arrebatamento poucas vezes ouvida.



www.myspace.com/wyzabakongo

VITOR ARAÚJO TRIO (PE)

Vitor Araújo surgiu como o prodígio que pisava no piano. À primeira vista, era o pianista de All Star. Aos poucos, foi sendo descoberto como o músico erudito que improvisava, e que nas terras de polêmicas armoriais tinha desafiado o frevo, o indie e o conservatório. Hoje, essa fase começa a ficar para trás, e Vitor Araújo começa a ser o pernambucano parceiro de Junio Barreto, convidado de Otto, fã de Mombojó e integrante do Seu Chico, que ainda por cima é a revelação do ano de 2008 para a Associação Paulista de Críticos de Arte.

Vitor Araújo é o rosto mais novo de uma geração que saía da infância quando Chico Science rufou as primeiras alfaias e deu o choque na lama estagnada de Recife e Olinda. O que era do mangue bit, há uns quinze anos, hoje é uma capital que abarca não só maracatu, cirandas, funks, rocks e hip hops, mas cinema, musas e um piano nada deslocado. É da confusão de uma grande cidade que ferve que Vitor tira a concentração para marcar suas fronteiras: "Meu objetivo é trocar sentimentos com o público. Eu quero ver o público aplaudir de pé, mas meu trabalho é muito sincero". E ele segue com uma projeção cada vez maior no país, principalmente depois do lançamento do seu dual disco " Toc – Ao Vivo no Teatro de Santa Isabel " (Deckdisc).

No show do festival Rec-Beat, Vítor Araújo convida mais dois instrumentistas para se juntar a ele: Thales Silveira (membro da Orquestra Sinfônica do Recife e Profº do Conservatório Pernambucano de Música) no contra-baixo acústico e Márcio Silva na bateria. E como num trio clássico de jazz, Vítor Araújo Trio quer enriquecer e revisitar de uma nova forma as melodias de gente que admira como Chico Buarque e Luiz Gonzaga.



www.myspace.com/vitoraraujo

CLAY ROSS (EUA)

Nascido em uma pequena cidade na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, o jovem Clay Ross se graduou em Belas Artes na Universidade de Charleston e logo se tornou parte da cena jazzística de seu estado. Em 2006, recebeu título honorário de Embaixador do Jazz Americano, realizando três turnês através de incentivo governamental. Apaixonado pela música e pelos ritmos do mundo, Clay Ross se aventurou a tocar em outros países para conhecer de perto os sons que lhe atraíam.

Nestas andanças pelo mundo, veio parar no Brasil, onde conheceu grupos de cultura popular no nordeste e a percussão do Maracatu Estrela Brilhante. Estes encontros o motivaram a criar nos seus discos seguintes uma tentativa de fusão entre os ritmos nordestinos e o jazz dos Estados Unidos. "Matuto", seu álbum mais recente já possui esta música exótica e intrigante, com traços de country e blues com instrumentos típicos do Nordeste e uma maneira de tocar que se adequa ao ritmo entusiasmado do carnaval recifense.



www.myspace.com/clayross

RIVER RAID (PE)

A banda existe há mais de dez anos, mas só em 2007 teve seu primeiro registro oficial. A espera valeu a pena para esta banda pernambucana de rock'n'roll, cujas influências maiores vêm de seus contemporâneos da década de 90 como Sonic Youth e Dinosaur Jr. Com o disco em mãos, masterizado por Ted Jensen e Felipe Tichauer no Sterling Sound (NY), o River Raid não perdeu tempo e começou a trabalhar em uma carreira trans-nacional. A premiação da música "Time Up" no Concurso Internacional de Composição - ISC (International Songwriting Competition), em 2008, deu a notoriedade e prestígio que a banda precisava para se lançar em shows fora do país.

Com participações no festival canadense North By Northeast e em turnês corridas ao longo do ano passado na Europa e Estados Unidos, o River Raid de Léo Amante (bateria), Ricardo Leão (guitarra, voz), Eduardo Pereira (baixo), Antonio Ferreira (guitarra, voz) e Gilberto Bezerra (guitarra) ainda tem muito o que comemorar para 2009. A banda ganhou o concurso da "Levi’s Music", que teve Mallu Magalhães como vencedora no ano passado e foi convidada a tocar em março deste ano no South By Southwest, um dos mais respeitados eventos do mercado cultural dos Estados Unidos. O segundo álbum do grupo, ainda sem título, já está no forno e traz novamente a assinatura de Felipe Tichauer (Red Traxx Music, Miami – Florida) na produção.



www.myspace.com/riverraid

QUANTA LADEIRA (PE)

Comandado por uma trupe composta por Lula Queiroga, Silvério Pessoa Zé da Flauta e convidados especiais, o Quanta Ladeira existe há 12 anos e cria paródias em cima de músicas conhecidas. Acompanhados por uma orquestra de frevo ou um batuque, todos os ritmos servem de pano de fundo para novos hits que a multidão canta a plenos pulmões. A concentração do irreverente bloco Quanta Ladeira, acontece no palco do Rec-Beat no domingo de carnaval, a partir das 17h. Celebridades, hits da moda e até as autoridades viram motivo de piada para o grupo, que promove uma festa nonsense e cria novas músicas com refrões impagáveis.