"Naquela época, havia muita dificuldade para divulgação. Hoje as condições são melhores. As pessoas têm mais acesso ao artista; principalmente após o sucesso da Internet". Uma amostra das criações mais recentes do regueiro "old school" será apresentada ao público do Rec Beat, às 23h, em sua primeira noite de 2008. Ras Bernardo toca com o QG Imperial o repertório do seu último CD, Jah é luz. O mesmo show acontecerá no pólo paralelo do Rec Beat, em Peixinhos, no domingo, às 17h. O título do disco é uma referência óbvia ao mentor espiritual dos rastafaris, doutrina pela qual reza a cartilha dos regueiros mais ortodoxos. "Sou rastafari do meu jeito. Tenho a minha forma de pensar e respeito as outras opções. Pratico a minha forma de adorar a deus", defende o músico. Ras não ostenta os indefectíveis dreadlocks, os quais simbolizam a união do seguidor desta fé com seus Deus, que marcam a visualidade da cultura reggae. A praticidade dos boné, aliás, parece ter conquistado a preferência do música na hora de escolhar seus acessórios. A relação com os grandes temas do reggae (a saber: paz, espiritualidade e amor) não deixa de ser marcante por isso. O repertório de Jah é luz tem a conscientização social como um dos seus direcionamentos. A QG Imperial entra com o balanço do dancehall, vertente mais acelerada do gênero. O resultado não é inusitado para os fãs de reggae. Grande parte das músicas do lendário Bob Marley, por exemplo, são dançantes e sociais ao mesmo tempo. "Reggae é filosofia, é mensagem positiva; amor, clareza, conscientização. O show é dançante e reflexivo. Tem momentos de descontração e alegria e também de reflexão", destaca, sem esquecer de clamar a canalização das boas vibrações que todo bom regueiro que se preza. O show de Ras Bernardo tem 11 músicas e passagens pelos primórdios do Cidade Negra, pré-Tony Garrido. Voltar
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