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1/2/2008 Mineiros prometem muita energia
Fonte: O Tempo (MG)
Minas Gerais estará bem representada no Carnaval recifense. No palco do RecBeat, as bandas Porcas Borboletas, uma das revelações dos últimos anos em festivais ao redor do país, e o Pato Fu, que apresentará o repertório do novo CD, “Daqui pro Futuro”, lançado de forma independente no ano passado.

Se o Pato Fu já tem um histórico respeitável, a apresentação da banda no RecBeat sinaliza um novo horizonte para o grupo: “Acho que durante nossa carreira toda transitamos entre o independente e o mainstream em momentos diferentes sem nunca deixar de frequentar os dois universos por conta de um determinado status. A boa música pode ser encontrada dos dois lados e acho muito bacana a gente voltar a se apresentar em Pernambuco justamente num festival que tem um conceito musical tão diverso. Sempre acreditamos que estamos indo em direção a uma música melhor, seja nas letras, na melodia, nos arranjos ou na forma de a gente se apresentar”, conta a vocalista Fernanda Takai.

Ainda de acordo com a vocalista, a apresentação da banda no festival já é um namoro antigo e foi formalizado durante o Goiânia Noise do ano passado. Pelas suas palavras, o público pernambucano pode esperar um grupo mais maduro, com menos pirotecnia, mas, nem por isso, “tão calminho”.

Uberlândia

Faz alguns anos que a banda Porcas Borboletas vem freqüentando a mídia especializada. Nesse período, o grupo rodou o Brasil, do Paraná ao Acre, e, numa espécie de mutirão, conseguiu uma visibilidade rara para o universo indie. Mais que isso, eles ajudaram a colocar a cidade natal, Uberlândia, no mapa da cena alternativa brasileira, uma vez que o produtor do grupo é o mesmo que produz o já bem-sucedido festival Jambolada.

Com uma pluralidade grande de influências, a banda, cujos integrantes estão na faixa dos 20 a 30 anos, é uma referência quando o assunto é “banda do interior em busca de projeção nacional”. Sobre o tema, o vocalista Enzo explica: “Nosso mérito foi ter observado a nova conjuntura em que estamos. Sacamos logo de cara que aquele papo das majors, aquele sonho de ter um contrato com gravadoras não existe mais. Então, a partir de 2005, quando lançamos nosso primeiro disco, a gente resolveu circular pelo país e interagir com o ambiente indie nacional”.

Aconteceu que eles encontraram uma abertura muito grande, pois o eixo da música alternativa, curiosamente, não é a tradicional ponte aérea Rio-São Paulo. “Vimos que os grandes eventos estavam em Goiânia, no Acre, em Cuiabá. Então começamos a interagir com as bandas desses locais. Além disso, passamos a entrar mais em contato com jornalistas, produtores, para ver como esse mercado funciona, para entender a cadeia produtiva”, explica Enzo.

Como consequência, é difícil hoje encontrar algum produtor ou jornalista na área cultural que nunca ouviu falar do grupo. Devido ao profissionalismo, a banda já conseguiu aprovar projetos na lei de incentivo, tanto municipal quanto estadual. A banda também foi selecionada ano passado pelo projeto Rumos Itaú Cultural na categoria mapeamento. Para finalizar, sobre a apresentação em Recife, o vocalista diz: “Geralmente, em festivais, a apresentação é mais curta. Então a tática é fazer um show com muita energia e impacto para não dar tempo das pessoas se dispersarem”.
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