O bom público que compareceu foi presenteado com uma enorme variedade de ritmos e influências, indo da melodia genuinamente pernambucana e universal de Isaar, passando pela pouco tradicional, mas não menos afinada Orquestra Contemporânea de Olinda (foto) até a sensualidade da performance e voz da cantora paulista Marina de La Riva. Ainda houve espaço para o experimentalismo com referências da música brasileira do DJ Ricardo Imperatore e, fechando a noite, o animado show da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. "Procuramos trazer atrações inéditas, coisas que realmente são novas e representam novas tendências", explicou Antonio Gutierrez, idealizador e produtor do festival. Novidades como a elogiada Orquestra Contemporânea de Olinda, que reuniu músicos de sopro da escola de música olindense Henrique Dias, junto com artistas do recente cenário musical pernambucano, como o cantor, compositor Maciel Salu e o percussionista Gilsinho. No repertório, uma miscelânea de ritmos como frevos, sambas, e músicas de gafieira, com arranjos orquestrados e uma forte presença percussiva. “O carinho do público é importante. Recife tem várias bandas e artistas que fazem um bom trabalho e podem apresentá-lo aqui", comentou Maciel Salu, sobre experiência de tocar no Rec-Beat mais uma vez. Ele já havia se apresentado com outros projetos como o Chão e Chinelo (numa das primeiras edições do festival). Para manter o clima de festa deixado pela Orquestra Contemporânea, a cantora paulista Marina de La Riva mostrou um repertório recheado por suas influências brasileiras (por parte de mãe) e cubanas (herdadas pelo pai). Com sua sensualidade latente nos gestos e no alcance de sua voz potente, Marina apresentou o seu disco de estréia, um misto de músicas populares do cancioneiro cubano, com referências da música brasileira como o Xote das Meninas, de Luiz Gonzaga. Voltar
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