Numa maratona de quatro noites em pleno Carnaval, o festival Rec-Beat se despede nesta terça-feira (24/02) com atrações locais e latino-americanas. Esta sintonia entre a música do mundo e a música brasileira é uma das características do festival. A última noite de shows tem início com a apresentação do grupo paraibano Burro Morto. O grupo respira groove, entorta compassos e regurgita melodias inusitadas. A sonoridade do Burro Morto é um mosaico que incorpora elementos de afrobeat, jazz, funk, psicodelia e resulta em músicas vibrantes e cheias de nuances. Logo em seguida, o caruaruense Junio Barreto adianta no show do Rec-Beat algumas novas canções que estão disponíveis para download na Internet e que saíram em um EP promocional vendido em shows ao longo do ano passado. Com elogios rasgados ao seu trabalho e apresentações ao vivo pelo circuito paulistano, Junio Barreto foi firmando seu nome entre as novas promessas da música nacional. Seu talento como compositor ganhou a admiração de nomes como Lenine, Gal Costa e Roberta Sá, que já gravaram obras suas. A terceira atração da noite é a cantora Giovanna, nascida no Uruguai e que vem mostrar aos recifenses mais uma boa dose de tango. Giovanna iniciou seus estudos como cantora de tango em 1994, recebendo três anos depois, o prêmio "The Iris", que é dado somente aos maiores talentos do ano pelos críticos do El Pais, o jornal de maior circulação do Uruguai. Desde então, além de se transformar em uma sensação local, ela tem se apresentado em bares e festivais nos Estados Unidos e Europa. Às 23h, o Rec-Beat recebe mais uma atração internacional: o grupo colombiano Bomba Estereo. Com um show vibrante, a banda possui um explosivo som de reggaeton, dub, electro e cumbia. Em suas apresentações ao vivo, o grupo mistura música e imagem com muita energia, na voz da bela Li Saumet. Bomba Estereo lançou seu primeiro disco em 2006 e com ele circulou pela Venezuela, Argentina e Chile. Encerrando a 14ª edição do Rec-Beat, o Cordel do Fogo Encantado comemora seus dez anos de vida. Oriundo do teatro, o espetáculo cênico saiu de Arcoverde e chegou ao Recife em 1999, onde o grupo se apresentou pela primeira vez no palco do Rec-Beat como banda. Na formação, o carisma e a poesia de Lira Paes, a força do violão regional de Clayton Barros, a referência rock de Emerson Calado e o peso da levada dos tambores de Rafa Almeida e Nego Henrique. Em uma emocionante carreira ascendente, que traz até agora três discos gravados, o Cordel do Fogo Encantado passou a percorrer o país conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas.
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