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25/2/2009 Cordel do Fogo Encantado lota o Cais da Alfândega
Fonte: PREFEITURA DO RECIFE
Fechando com chave de ouro a última noite de shows do Pólo Mangue (Rec Beat), o grupo Cordel do Fogo Encantado confirmou mais uma vez porque era a atração mais aguardada desta edição do festival. O Cais da Alfândega, no Bairro do Recife, ficou pequeno para abrigar a quantidade de fãs que foi conferir a apresentação do grupo liderado por José de Paes Lira Filho, o Lirinha, que hipnotizou a todos com sua performance vibrante e poética.

O show representou um momento especial na trajetória da banda. Há exatos 10 anos, o quinteto se apresentava pela primeira vez no Rec Beat, ainda na rua da Moeda. A partir daí, o Cordel não parou de crescer e arrebanhou milhares de fãs no Recife e por todo o Brasil. “O Rec Beat foi um marco nas nossas vidas. Muita coisa mudou depois disso. Este show está sendo muito especial pra gente, pois significa a reafirmação de uma história que começou neste mesmo festival”, disse Lirinha.

O grupo abriu o show com a inédita “Chora Mãe”, que fará parte do novo álbum da banda, ainda em fase de pré-produção. Além dessa, o público pôde conferir mais quatro novas músicas, que foram acompanhadas pelo convidado especial Deco do Trombone, da banda Ska Maria Pastora. Também acompanhou o grupo o baixista Rafa Duarte, do grupo Rivotrill. Porém, foram as músicas dos discos anteriores, já conhecidas do público, que levantaram a platéia, que acompanhou, em coro, todas elas.

Durante a canção “Chover”, talvez o maior de todos os sucessos do Cordel do Fogo Encantado, o Cais da Alfândega quase veio abaixo. Entre os fãs, extasiados com a apresentação da música, estava o estudante Danilo Silva, que garantiu ter sido esse o melhor show que já viu do grupo. “Eu acompanho o Cordel há muito tempo. E esse show de hoje está incrível. Cada vez mais eles melhoram, evoluem. Não tem outra banda igual no mundo”, declarou. Outro grande momento foi a participação de Canibal, vocalista e baixista da banda Devotos, que fez ferver o show com a música “Matadeira”.

Entre as canções de autoria da banda, o show também teve espaço para versões de “O Cio da Terra”, de Chico Buarque; e do frevo “Saudade”, composição dos irmãos Valença. Após cerca de uma hora e meia de mais um belíssimo show, o Cordel do Fogo Encantado quase encerrou seu show. Para o delírio dos fãs, que não paravam de gritar o nome da banda, Lirinha e seus companheiros voltaram ao palco para o bis, quando cantaram mais duas canções. O show encerrou com Lirinha sozinho no palco, entoando o poema “Ai Se Sêsse”, coroando a trajetória de uma banda que ao longo de dez anos vem consolidando seu nome como de um dos mais importantes grupos do nosso país. Voltar