A banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju está há 10 anos na estrada e é uma das atrações do Rec-Beat 2008. Com o nome originado em um evento histórico – um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal, em Tocantins – o grupo faz um som diferenciado, misturando rock, ska e ritmos do leste europeu. E quando o assunto é show, Móveis faz uma verdadeira farra, não deixando ninguém parado e animando até aqueles que mal conhecem seu som. O Fanzine conversou, por telefone, com o saxofonista da banda, Esdras Nogueira, sobre o destaque que Móveis teve no último ano e sobre a apresentação deles no Rec-Beat. (Raítza Vieira) Qual será a duração e o que vocês estão preparando para o show no Rec-Beat? Eu não sei o tempo, mas a gente quer tocar o máximo possível. No Recife, sempre tem aquele clima familiar até porque alguns membros do grupo têm parentes na cidade. Vamos tocar as músicas do disco Idem. E também estamos num processo de criação do próximo disco. Queremos fazer um show bem bonito. Quando vocês irão fazer uma turnê pelo Nordeste? A gente tá doido para isso. Já tocamos em Natal e no Recife. Tivemos muitas experiências bem legais. É bem quente e caloroso. Tocamos no No Ar Coquetel Molotov e foi muito bom. O Recife é simpatia total. Quando sai o segundo disco? A gente tem cinco músicas prontas. A idéia é termos 20. Queremos lançar o disco em outubro, quando a banda completa 10 anos, e quando ocorre mais uma edição do Festival Móveis Convida - evento que o grupo promove em Brasília, trazendo shows de bandas de todo o país. Inclusive, a Rádio de Outono (PE) já participou. Esse é um projeto que está crescendo. É uma festa dos Móveis em Brasília. (risos) A revista Rolling Stone elegeu as 50 melhores músicas do ano de 2007. E Móveis ficou na 21ª posição com Sem palavras. O que vocês acharam? Cara, foi ótimo. A gente gravou Sem palavras - um single - no ano passado, ela nem faz parte do Idem. Isso para gente é bom demais, a gente nem esperava. Pretendemos lançar outro single neste semestre, mas a gente não sabe qual será. Qual é a definição do grupo, sem ser a ‘famosa feijoada búlgara’? (Risos) Em termos gastronômicos, isso define muito a banda. Feijoada búlgara deve ser um prato estranho, mas muito gostoso. Somos brasileiros e gostamos das coisas do Brasil e o búlgaro tem muito de world music e muitos ritmos do leste europeu. Como acontece a divulgação do grupo? A divulgação é o show e o público simpatiza muito, sendo o nosso grande divulgador. É um show bem interativo, a gente se diverte junto com o público, aproveitando o momento. Fazemos o show para as pessoas se divertirem. Somos uma banda que não tocamos em rádios comerciais, nem na TV. O público é quem divulga a banda, joga tudo no Youtube, no MySpace, diz aos amigos. Voltar
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