O verão 2007/2008 marcou o ano em que o samba caiu no gosto da classe média recifense. São vários os exemplos para comprovar isso. Vide a infinidade de festas e shows voltados ritmo que tomaram conta da cidade. Se ainda falta uma escola de samba carioca se apresentar por aqui, talvez não. Mas uma das principais atrações do último verão do Rio de Janeiro aporta por aqui, como atração da noite de segunda-feira, do Festival Rec-Beat. Trata-se do Fino Coletivo, que chega com participação especial de Davi Moraes, companheiro dos seus mais recentes shows. Com dois anos de carreira, o Fino Coletivo chega ao Recife cercado de boas referências por todos os lados. Recebeu uma resenha cheia de elogios na Rolling Stone (com aquele papo de que essa é uma das promessas para 2008...) e é recordista de shows do verão carioca. A ascensão do Fino Coletivo acontece também durante um novo boom do samba em todo o Brasil. Maria Rita, para acabar com a imagem de distante, de diva inacessível, embarcou num álbum de samba e voltou às graças do povo. Além disso, nomes mais recentes como Roberta Sá não saem das páginas dos cadernos culturais. Será que o Fino Coletivo se sente inserido nessa turma de neo-sambistas? “Acho que não, fazemos a nossa música e pronto. Não somos abertos nem fechados para esse tipo de coisa, na nossa cabeça nossa música surge de forma bem mais natural”, explica o guitarrista e vocalista Alvinho Cabral, em entrevista por telefone. Ao contrário dessa turma, vale ressaltar, o Fino Coletivo gosta de fazer misturas no seu samba, há elementos eletrônicos, funk... “Na verdade nem digo que somos uma banda, mas um coletivo de compositores, que está com portas abertas para mudanças e colaborações”, define. Além de Alvinho, o Fino Coletivo é formado por Adriano Siri (voz), Alvinho Lancellotti (voz), Daniel Medeiros (baixo e voz), Wado (guitarra) e Marcus Cesar (bateria). Apesar da força em território carioca, parte desse clã tem origens nordestina. Ou melhor: alagoana. Alvinho foi parceiro de Wado, artista que procurou trazer novos ares para a MPB. Wado, inclusive, participou da gravação do primeiro CD do Fino Coletivo. “Era como se ele já fosse um integrante do grupo, mas após as gravações precisou voltar para Alagoas”, continua Alvinho. O Fino Coletivo surgiu de forma bem natural. Alvinho foi para o Rio de Janeiro em busca de novas propostas musicais, foi conhecendo gente e a banda acabou surgindo “durante uma roda de cerveja aqui em casa, a gente foi conversando e a banda surgiu”, destaca o músico. Voltar
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