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1/2/2008 O palco mais diversificado do Carnaval
Fonte: Folha de Pernambuco

Ano passado foi apenas uma experiência. O Rec-Beat mudou seu formato para um evento de proporções menores, em prol de uma melhor circulação de público e música nova. Justiça seja feita, as atrações de outrora hoje cresceram tanto que pode-se dizer que o festival cumpriu sua função de proporcionar novas atrações principais ao Carnaval de Pernambuco. Este ano, vem a consolidação do modelo que o palco mais diversificado do Recife Antigo oferece na programação. A partir de amanhã, o Rec-Beat segue em quatro noites de ineditismo e qualidade no meio da caótica folia de Momo. A Folha de Pernambuco preparou um guia prático das atrações, selecionando algumas atrações que valem ser conferidas para que você se prepare e saiba com antecipação o que aguarda no palco armado em frente ao shopping Paço Alfândega.

Júlia Says (PE)
Quando toca: Sábado, às 21h
É a nova aposta da cena pernambucana. Uma dupla de música altamente experimental, mas com uma preocupação em encontrar melodias pop. Voz aguda, programação eletrônica e canções que fazem pequenas narrativas de forte apelo visual. O Julia Says estréia no Rec-Beat e já tem um EP para ser lançado logo após o Carnaval
Para ouvir: www.myspace.com/juliadisse

Ras Bernardo (RJ)
Quando toca: Sábado, às 23h
Ras foi o primeiro vocalista da banda Cidade Negra, quando essa ainda era uma das principais novidades do reggae raiz do Brasil. Algumas da principais composições da primeira fase da banda vieram dele. É uma das personalidades mais importantes do gênero no Brasil, por ter tirado ele do gueto e levado as rádios e televisão
Para ouvir: www.myspace.com/rasbernardo

Orquestra Contemporânea de Olinda (PE)
Quando toca: Domingo, Às 21h
Principal revelação local de 2007, a Orquestra é liderada por Gilsinho (ex-Bonsucesso Sambaclube) e mapeia as referências da música pernambucana num ritmo próprio, que é bastante percussivo. Com músicas dançantes, a banda é um dos melhores exemplos de glocalidade (global mas local) brasileira. Cantam música do mundo, mas fazem isso soar como um ritmo próprio nosso
Para ouvir: www.myspace.com/orquestracontemporneadeolinda

Móveis Coloniais de Acajú (DF)
Quando toca: Domingo, às 0h30
Por trás do nome longo e complicado, se esconde uma das principais revelações do cenário independente brasileiro. O Móveis Coloniais tem hoje o que é considerado melhor show do País. É uma grande orquestra com forte referência SKA, que tem na apoteose a descida do palco para tocar ao lado do público
Para ouvir: www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br

Orquestra Tipica Fernandez Fierro (Argentina)
Quando toca: Terça, às 23h15
O que seria um grupo comum de tango argentino se transforma completamente quando está no palco. A Fernandez Fierro tem uma carga pesada de maldade nas apresentações, com postura que poderia muito bem ser de uma banda de rock. As músicas instrumentais se tornam hipnóticas enquanto eles enlouquecem nas apresentações. Vale inclusive catar o nome da banda no YouTube para conferir
Para ouvir: www.fernandezfierro.com

Marina de La Riva (SP)
Quando toca: Domingo, às 22h10
Com descendência dividida entre Brasil e Cuba, Marina de La Riva tenta trabalhar a tensão entre as músicas desses dois países num trabalho próprio e autoral. O resultado é positivo, num dos melhores discos lançados no final do ano passado, presente nas principais listas nacionais. Marina faz essa divisão de forma simples. Ora canta músicas cubanas, ora bossas e sambas
Para ouvir: www.myspace.com/marinadelariva
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