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Recbeat 2011

Recbeat 2011

8 a 11 de março - Cais da Alfândega, Recife, PE

11 de mar de 2011

CLIPPING: Estadão – Comunidade Nin-Jitsu encerra festival Rec-Beat no Recife

Revigorante. Foi como o vocalista Mano Changes, da Comunidade Nin-Jitsu, resumiu a bombástica apresentação do grupo gaúcho, que encerrou o Rec-Beat na madrugada de ontem no Cais da Alfândega, no Recife Antigo. Com 15 anos de carreira consolidada no Sul, foi a primeira vez que eles tocaram não só na cidade, mas no Nordeste. Melhor estreia não se previa para essa banda pioneira no Brasil na mistura de funk ao estilo carioca com rock pesado e rap.

Mano, Fredi Endres (guitarra e programações eletrônicas), Nando Endres (baixo) e Gibão Bertolucci (bateria) suaram muito a camisa, mas com canções de alto poder de combustão, letras cheias de bom humor e safadeza sexual, em outro sentido nem precisavam se esforçar muito para se dar bem com a galera do gargarejo que berrava junto com eles em coro ensandecido músicas como “Detetive”, “Atividade na Laje”, a fusão de “Come As You Are”, do Nirvana, com “Rap da Felicidade”, de Cidinho e Doca, e principalmente “Ah! Eu Tô Sem Erva”, no grande final.

Como disse Mano, eles estavam ali para trazer diversão, com “tesão de tocar” e ainda tendo “a honra” de ser o head-liner de todo o festival. “O melhor elogio que a gente recebeu foi quando disseram que a gente é uma banda de show, não de disco”, disse o vocalista no camarim, visivelmente satisfeito com o resultado do show, bem como todos da banda. Foi uma das apostas mais certeiras de Antônio Gutierrez (o Guti), mentor e diretor do Rec-Beat, que sabia do potencial festivo do pancadão sonoro da banda.

A ótima qualidade dos equipamentos de som do Rec-Beat propicia às bandas botarem mais pressão nos shows. Isso faz muita diferença, como já se viu em shows de Lucas Santtana, Renegado e a dupla belga Madensuyu, no ano passado, e este ano com Baiana System, Guizado, Thalma de Freitas, Criolina e Comunidade Nin-Jistsu. Das quatro atrações internacionais, a melhor surpresa foi a rapera chilena Ana Tijoux. Com voz bem projetada, afinada e de bonito timbre, Ana cantou acompanhada do climático tecladista André Celis e do aditivado baterista Abraham Yusef, que reforçaram as ótimas bases pilotadas pelo DJ Dacel.

Além do bom som, outra marca do festival são as projeções no telão e nesta edição o que mais se destacou foi a bela arte que o artista plástico Felipe Cartaxo criou exclusivamente para o Baiana System. Ele fez até máscaras carnavalescas especiais para distribuir para o público. O momento mais engraçado foi no show de Odair José, quando cantou “Porque Brigamos”, tendo ao fundo imagens de Fernanda Montenegro e Paulo Autran na cena clássica de guerra de comida no café da manhã, na novela “Guerra dos Sexos”, de 1983. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

08 de mar de 2011

REC-BEAT FAZ HOMENAGEM ÀS MULHERES EM SEU ÚLTIMO DIA

Promovendo uma ponte entre o Carnaval do Recife e a música do mundo, o festival Rec-Beat chega ao último dia de sua 16ª edição cada vez mais antenado. Um leque de opções de ritmos e estilos se abre neste festival, que cresce de tamanho e importância a cada edição. Neste ano, a terça-feira de carnaval coincide com o Dia Internacional da Mulher e com isso, o festival traz na programação um show bem especial da cantora Thalma de Freitas, uma das estrelas da Orquestra Imperial, que promove a estreia de seu novo show “Asé”, ou “assim seja”, no dialeto Yorubá.

A noite, no entanto, começa em ritmo de frevo com o show do primeiro grupo brasileiro, fora de Pernambuco, dedicado exclusivamente ao frevo. O Frevo Diabo faz uma ponte entre tradição e inovação, buscando a universalização do gênero em contato com elementos do jazz, música erudita e MPB. Com um repertório que soma arrojadas composições próprias a versões novíssimas de clássicos de Levino Ferreira, Capiba, Chico Buarque e Edu Lobo, o grupo conquistou em 2010 com seu disco de estreia o título de Melhor Grupo pelo Prêmio da Música Brasileira (antigo Prêmio Tim).

Vindos do Maranhão, a Criolina é a segunda atração da noite. A banda nasceu do encontro de dois músicos maranhenses: Luciana Simões e Alê Muniz. Com os pés nos terreiros e as antenas na acidez do mundo moderno, criaram canções de sonoridade inusitada; do regional ao drum’n'bass, evocando o swing de áfrica-brasil mostrando vários caminhos na universal musica brasileira. Criolina é a leitura do nordeste contemporâneo, um nordeste de retalhos furtacores, de tambores, computadores, cuícas e amplificadores brincando na mesma avenida.

Às 22h, entra em cena a bela Anamaría Merino, mais conhecida pelo nome artístico Ana Tijoux. Nascida em Lille (França), ela começou seu trabalho musical rimando em francês, passando depois para o espanhol e ganhou fama no hip-hop da América Latina como a MC do grupo chileno Makiza nos anos 90. Em 2006, resolve sair do grupo e continuar sua triunfante trajetória em carreira solo, tendo gravado dois discos “Kaos” (2007) e “1977″ (2010). Revelação da cena hip hop latino-americana, Ana Tijoux foi escalada para tocar na primeira edição do festival Lollapalooza Chile em abril deste ano.

Sem dúvidas, o show da atriz, cantora e compositora Thalma de Freitas vai gerar bastante ansiedade junto ao público do festival. A cantora vai apresentar no Rec-Beat 2011 o seu mais novo repertório solo, o show “Asé”, com músicas inspiradas nesta palavra, que em Yorubá significa “nós realizamos” ou “assim seja”. Temas de Pedro Santos e Caetano Veloso, além de canções autorais inéditas compõem o repertório criado a partir de estudos pessoais da artista para evocar a consciencia lúcida e saudável, num exercício da capacidade de raciocínio e de entendimento do mundo e de si. Disposta a levar ao palco sua sonoridade soul afro latino repleta de boas intenções, a atriz/cantora lembra que no dialeto yorubá o verbo mais importante é realizar.

E o Rec-Beat 2011 se encerra na mistura irreverente de funk, rock e miami bass do Comunidade Nin-Jitsu (RS), responsável pela aproximação destes ritmos no cenário independente do Brasil nos anos 90. Completando 16 anos de banda em 2011, a Comunidade Nin-Jitsu nasceu no mesmo ano do Rec-Beat. E com seis discos lançados neste período, o grupo se mantém fiel as suas origens de fazer uma música bem humorada juntando rock, funk carioca e o que mais puder. Já passaram por festivais independentes pelo país como Se Rasgum, Porão do Rock, Bananada e 53 HC, além de ainda terem realizado shows na Europa sempre surpreendendo o público com performances inacreditáveis.

Histórico - Hoje um dos maiores eventos do calendário musical pernambucano, o Rec-Beat e integra a ABRAFIN – Associação Brasileira de Festivais Independentes e também a ADIMI – Asociacion para el Desarollo de la Industria de la Musica Iberoamericana. O festival, que começou em Olinda em 1995, onde boa parte das clássicas bandas do movimento manguebeat surgiu, migrou alguns anos depois para o Recife. E hoje, com patrocínio da Prefeitura do Recife, é realizado com sucesso no Cais da Alfândega com capacidade de receber até 20 mil pessoas por noite.

REC-BEAT 2011
PROGRAMAÇÃO

TERÇA – 08/03
20h – Frevo Diabo (PE)
21h – Criolina (MA)
22h – Ana Tijoux (Chile)
23h10 – Thalma de Freitas (RJ)
0h30 – Comunidade Nin-Jitsu (RS)
Nos intervalos: DJ Patrick Tor4 e VJ Retinantz

Local
: Cais da Alfândega – Recife Antigo
Patrocínio: Prefeitura do Recife
Aberto ao público