Recbeat 2012

Recbeat 2012

14 de fev de 2013

HISTÓRIA E NOVOS SONS SE ENCONTRAM NA DESPEDIDA DO REC-BEAT 2013

Duas lendas da música nacional fizeram seu retorno, depois de anos parados, na noite desta terça-feira no Rec-Beat – por Gustavo Massud

jorgecabeleirapormairagamarra

Jorge Cabeleira & O Dia em Que Seremos Todos Inúteis é um mito da música local dos anos 90. Foi uma das bandas que surgiram na cena do mangue beat, se aproximando mais de uma vertente que pode ser definida como rock-baião-psicodélico. Tocando músicas originas e versões de Luiz Gonzaga e Alceu Valença, fez o público perceber o quão foi prolífica e eclética era a cena musical pernambucana naqueles tempos. O show mostrou que a banda ainda não arrefeceu, mantendo ainda o som efervescente que gerou uma expectativa tão grande pelo seu retorno. Histórico!

Os Mulheres Negras. Foto: Flora Pimentel

Os Mulheres Negras. Foto: Flora Pimentel

Do fim dos anos 80, outra banda que resolveu marcar a sua volta na edição de 18 anos do Rec-Beat foi Os Mulheres Negras. André Abujamra e Maurício Pereira mataram a secura dos fãs recifenses. Suas músicas cheias de humor e referências pop fizeram a cabeça das pessoas presente no Cais da Alfândega. Nem parecia que eles ficaram tanto tempo parados. Muita gente ficou surpreendida que a diferença de gerações entre eles e a maioria do público não tenha gerado uma barreira para curtir o show. Maurício e André explicaram isso com o humor que lhes é peculiar: “a verdade é que nós éramos uns bundões naquela época e continuamos a ser uns bundões hoje”.

Celso Duarte. Foto: Flora Pimentel

Celso Duarte. Foto: Flora Pimentel

Antecedendo Os Mulheres Negras, Celso Duarte apresentou a magia de sua harpa. O paraguaio fez um lindo concerto fundindo música clássica, jazz e latino-americana. Conseguindo uma bela receptividade da plateia do Rec-Beat. A lenda diz que a harpa foi criada para tocar as melodias que agradavam os deuses. E nada mais perfeito para o que estava por vir no encerramento do festival.

Céu. Foto: Maíra Gamarra

Céu. Foto: Maíra Gamarra

Vestida de sereia e acompanhada pelos seus marinheiros, Céu se apresentou para um público sedento por suas canções. Tida como uma das vozes mais belas da música nacional, ela foi encantadora como sua fantasia deveria sugerir. No folclore brasileiro, Iara era uma sereia dotada de uma voz fascinante. Ela enfeitiçava e atraia qualquer homem com o qual desejava casar. Seduzindo-os com seu canto e sua beleza, a vítima ficava cega e caia no rio, sendo arrastado pela sereia até o fundo.

Céu é outro tipo de sereia. Ela canta melodias irresistíveis, atraindo a todos. E sua beleza é inebriante. Mas sua luz não cega e sua voz não afoga quem a admira. O seu feitiço não prende e seu encanto liberta. Fazendo um show com grande parte de suas músicas mais conhecidas, ela conquistou facilmente o público. Sem precisar casar, Céu selou um compromisso com Recife. Encerrando de maneira magnífica a última noite do Rec-Beat 2013.

12 de fev de 2013

ENTRE GROOVE E ELETRO, REC-BEAT COLOCOU O CAIS DA ALFÂNDEGA PARA PULAR

A segunda de carnaval foi marcada pelo show memorável do rapper BNegão e sua banda Seletores de Frequência – por Gustavo Massud

Groove não se define, groove se sente. As duas últimas apresentações da terceira noite de Rec-Beat se aproximam exatamente por esse groove. Com a missão de encerrar a programação da segunda-feira do festival, BNegão & Seletores de Frequência fizeram história. Uma apresentação que, sem dúvidas, ficou na memória do Rec-Beat entre os melhores dos 18 anos do festival.

O ex-Planet Hemp é um dos artistas mais instigantes em ativa hoje no cenário musical brasileiro. Apresentando pela primeira vez no Recife os petardos de seu segundo disco, Sintoniza Lá, a banda carioca roeu o público com poderosos metais cheios de swing de funk, rock e hip-hop, apresentando o melhor que a black music nacional pode produzir. Para quem viu o show, é garantido que só tenha restado o caroço. De fato, ao fim da terceira noite de Rec-Beat, uma ideia que gruda na cabeça é: sintam o groove!

Um pouco antes de BNegão, foi a vez da paulista Anelis Assumpção que vem colecionando elogios pelo Brasil afora e mostrou o porquê disso em seu show no festival. Uma junção de dub, afrobeat, rap, entre outros estilos. Com uma banda afiada na música e na fantasia, ela passou pelo palco como um furacão, sugando qualquer energia desatenta e elevando lá para o alto.

No Brasil, milonga é o nome dado à habilidade de se enganar, desorientar alguém. Na Argentina, a mesma palavra está relacionada ao ritmo inspirado pela habanera cubana e pelo tango espanhol. Para o duo Finlandia, terceira atração da noite de segunda, milonga é uma mistura completamente diferente. Com bases eletrônicas adicionadas por pegadas de forró, tango e bossa, a dupla sul-americana Mauricio Candussi e Raphael Evangelista fez o som reverberar para além do palco.

As placas de metal que separam a área reservada para imprensa formavam um terceiro instrumento que surpreendentemente se adequava com a música executada. Planejado ou não, o resultado foi impressionante. Prova disso foram os gritos “mais um, mais um” que os dois amigos receberam ao terminar o show.

Clayton Barros foi integrante do extinto e já lendário Cordel do Fogo Encantado. Mas com Os Sertões ele quase não lembra o som da sua antiga banda. É vento seco, reluz o sol sem ofuscar a visão e apura os ouvidos. Da dureza do chão rachado, surge a participação de Jr. Black para completar o sentido. Nos belos fraseados do trombone de Deco, o despertar da esperança de uma chuva prometida que não chega. Os Sertões se mostrou, acima de tudo, verdadeiro e muito bom.

Em clima de boate, Daniel Peixoto fez a audiência bater cabelo no Rec-Beat. Sem vergonha e com muita atitude, o cearense criou um atmosfera digna dos melhores clubes do mundo. Abriu a noite com uma voadora na porta e muito brilho na cabeça.

Amanhã tem o último dia do Rec-Beat 2013, mas sem deixar espaço para melancolia porque o melhor ficou final!

11 de fev de 2013

RECBITINHO DEIXA O PAÇO ALFÂNDEGA COLORIDO

As Levianinhas e o espetáculo Cavaco e sua Pulga Adestrada animaram os pequenos nesta segunda-feira – por Gustavo Massud

Recbitinho 2013. Foto: Maíra Gamarra

Recbitinho 2013. Foto: Maíra Gamarra

Fadinhas, princesas, bruxinhas, palhaços, uma turma de super heróis, entre vários outros personagens invadiram o Paço Alfândega nesta segunda de carnaval para o Recbitinho, programação infantil do Rec-Beat. Fantasiados e famintos por brincadeira, os pequenos foliões se renderam a magia do teatro e à música.

O espetáculo Cavaco e Sua Pulga Adestrada abriu a programação com a incrível façanha de Maria, a pulga que iria ser lançada para o espaço sideral. A apresentação encheu a todos de alegria e muitas risadas.

cavacopulga

Logo em seguida foi a vez de As Levianinhas, grupo de palhaças que tocam música do universo lúdico das crianças com intervenções atrapalhadas que prendem a atenção do público. Elas apresentaram um repertório com clássicos do cancioneiro infantil intercaladas por canções mais atuais como as do fenômeno Galinha Pintadinha. Na conquista das crianças ou no renascimento da nostalgia em adultos, o Recbtinho deixou a plateia com o espírito bem mais leve nesta segunda-feira de carnaval.

As Levianinhas. Foto: Maíra Gamarra

As Levianinhas. Foto: Maíra Gamarra