RAMMA SECA (PE)
Em agosto de 2003, sete rapazes que nasceram e se criaram em Barra de Jangada (Jaboatão dos Guararapes) resolveram juntar forças para exprimir seus desejos, expectativas, críticas e carências através da música. Incentivados pelo sucesso de bandas formadas por amigos de infância,como Eletrosoul e Mundo Livre S/A, criaram então a Ramma Seca que, vem desde então numa seqüência de palcos e espaços que só faz crescer, em importância e em responsabilidade para com um público que exige opinião, estética social e postura artística. Com mensagens políticas e cotidianas positivas descritas em suas letras, as influências musicais do Ramma Seca são o ska, o ragga e o funk, mas sobretudo o reggae.
www.tramavirtual.com.br/rammaseca
JÚLIA SAYS (PE)
O projeto musical Júlia Says foi formado em agosto de 2007 por Anthony Diego e Paulino Nunes, com o conceito de fazer música livre, ou seja, poder passear pelas diversas vertentes musicais com identidade. O texto de Pedro Veludo, autor do livro infantil “A Casa das Idéias” sintetiza muito bem a proposta do grupo e intitula o projeto. No livro, o autor fala de uma personagem chamada Júlia que, com vontade de escrever um livro, queria uma história que não começasse com “Era uma vez...”, nem terminasse com “...e foram felizes para sempre”.
No Júlia Says Anthony Diego responde pela parte rítmica (programações eletrônicas, bateria e percussão) enquanto Pauliño cuida da parte melódica (vocal, guitarra, violão e sintetizadores virtuais), os arranjos são feitos de modo colaborativo, no qual há várias interferências e sugestões entre as funções de cada um no projeto. As letras abordam metalinguagem musical em “Eis a Canção”, no qual o “pensar em como se fazer música” torna-se música e reflexões sobre conflitos culturais, a exemplo de “Mohamed Saksak” criada a partir de um fato verídico veiculado na imprensa internacional. O primeiro EP do Júlia Says intitulado simplesmente de Júlia Says, está sendo bastante comentado por músicos da cena pernambucana e foi lançado pelo selo Bazuka Discos em janeiro de 2008.
www.myspace.com/juliadisse
OS OUTROS (RJ)
Os Outros são uma espécie de banda de rock à moda antiga, que valoriza boas composições, bons arranjos e boas letras, assim como fizeram os mestres, em direção de um hibridismo e da soma de possibilidades que o mundo exige. Tudo pode ser explicado de forma bem simples. Dois de seus integrantes são escritores, lançaram livros recentemente e já foram consagrados como boas novidades na literatura contemporânea.
Mas isso pouca importa se a gente for prestar atenção na música, aquele bom e velho rock'n'roll dançante, forte e com gosto de chiclete para os ouvidos. Letras para serem recitadas e cantadas após cada apresentação ao vivo com uma ginga contagiante. A banda lançou seu disco de estréia "Nós somos Os Outros", pelo selo Bolacha Discos, em formato SMD. A banda é formada por Botika (Voz), Papel (Guitarra), Palhaço (Guitarra), Vitor Paiva (Baixo) e Fabiano Ribeiro (Bateria).
www.osoutros.net
QG IMPERIAL & RAS BERNARDO (SP / RJ)
Se alguém for contar a história do reggae no Brasil, terá que obrigatoriamente mencionar o nome de Ras Bernardo, natural de Belford Roxo, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Ras Bernardo criou em 1983 a banda Lumiar que anteciparia uma onda que somente anos mais tarde iria estourar como a cena do Reggae no Brasil. Na virada de 1989 para 1990, o Lumiar vira Cidade Negra e finalmente grava o seu tão aguardado disco de estréia “Lute para Viver”, que contém hits como "Falar a verdade", "Nada Mudou" e "Jardins desta Nação".
Foi a primeira vez que um grupo de Reggae aparecia nas TVs do país e a figura de Ras Bernardo, com seus dreadlocks, em cadeia nacional foi um verdadeiro grito de liberdade para o movimento Reggae no Brasil. O segundo disco "Negro no Poder" (1992), também foi bem aceito, utilizando uma linguagem contemporânea para a época, e considerado por muitos um clássico.
Após algum tempo, Ras Bernardo decide seguir carreira solo. E depois de dez anos afastado dos estúdios, lançou em 2006, um disco que registra sua nova fase, rico em elementos para quebrar os paradigmas vigentes na cena do reggae brasileiro.
Atualmente Ras Bernardo vem se apresentando junto com sua de apoio QG Imperial.
QG Imperial é a primeira banda de Dancehall/Reggae do Brasil que faz suporte para diversos cantores. A banda conta com os músicos Rafael 'Dumdum' (baixo), Lucas 'Alemão' (teclados), Daniel 'Kultcha Man' (guitarra) e Fabrício 'Jah Fya' (bateria). O QG Imperial executa diversos riddims clássicos e atuais da Jamaica e do mundo.
www.myspace.com/rasbernardo
http://www.myspace.com/bandaqgimperial
DEVOTOS (PE) / PARTICIP. CLEMENTE (SP)
São vinte anos de batalha. E o caminho para Cannibal, Celo Brown e Neilton chegarem até aqui foi repleto de altos e baixos. O grupo teve e ainda tem sua base no bairro de baixa renda que também tem abundantes problemas sociais e onde muitas pessoas trabalham para melhorar suas condições que se encontra nos morros de Recife, chamado Alto José do Pinho. Mas isso nunca foi motivo para que a banda deixasse de fazer aquilo que sempre quis, ao escutar punk rock clássico, o new wave e ainda o punk paulista.
Havia urgência para tocar, ser ouvido e passar mensagens de conteúdo social e político. Abraçaram a coisa do “faça você mesmo” ao pé da letra e construíram eles mesmos seus próprios instrumentos (guitarras, cases de instrumentos, gabinetes de amplificadores, além da arte de seus discos). Entre os obstáculos que a banda enfrentou no início da carreira se encontravam a polícia, a repressão e a não aprovação dos moradores do seu bairro pelo seu estilo musical. Hoje em dia, no entanto, a Devotos é praticamente um ícone da comunidade e sinônimo de garra para as demais bandas do bairro. Tudo graças a essa perseverança que fez com que a Devotos tivesse de esperar dez anos até gravar seu primeiro disco “Agora Tá Valendo”, lançado pelo selo Plug/BMG quando ainda se chamavam Devotos do Ódio. Inúmeros shows e participações em festivais se seguiram. As ferozes rodas-de-pogo em suas apresentações foram e ainda são um termômetro preciso do que a banda é capaz em cima do palco. Em sua discografia, constam ainda "Devotos" (Rockit!, 2000), "Hora da Batalha" (Independente, 2003) e "Flores Com Espinhos Para o Rei" (Independente, 2006).
Em sua comemoração de vinte anos de banda, a Devotos retorna ao palco do festival Rec-Beat com show que conta com a participação de Clemente, líder da banda punk paulistana Inocentes.
Clemente - Integrante de uma das primeiras e mais importantes bandas punks do país, Clemente (Inocentes), assistiu à transformação do país em âmbito social, político e, sobretudo, cultural. Com letras críticas e agressivas ao capitalismo, corrupção e mazelas do cotidiano, Clemente é uma das figuras mais expressivas do punk nacional. De 1981 até aqui, o Inocentes prossegue com Clemente, sendo o único membro a figurar em todas as formações da banda, que a esta altura, é praticamente um reflexo de sua atitude e rebeldia contra aquilo que ainda existe de errado na sociedade.
www.devotos.com.br