BANDAS & MP3

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CARROÇA DE MAMULENGOS (CE)

A Companhia Carroça de Mamulengos é uma trupe de saltimbancos formada por uma família de 11 integrantes: o pai Carlos Gomide, a mãe Schirley França, os filhos Maria, Antonio, Francisco, João, Pedro, Matheus, Luzia, Isabel e o músico Beto Lemos. Sempre viajaram o país, tendo o universo do circo e da cultura brasileira como base de criação para seus trabalhos. Bonecos, teatro, circo e músicas são trançados em seus espetáculos.

Carlos Gomide começou a trabalhar com arte em 1977, junto a um grupo chamado Carroça, participando de algumas montagens da companhia. Ao assistir ao espetáculo “Festança no Reino da Mata Verde”, do grupo Mamulengo Só Riso (Olinda/PE), teve contato com o teatro popular de bonecos brasileiro, o mamulengo. Começou a viajar e apresentar-se no Nordeste, aproximando-se desse rico universo cultural, com a proposta de tê-la como base para seu trabalho. Aprofundou seu aprendizado com o mestre Antônio do Babau em Mari, na Paraíba, e com isso o grupo passou a se chamar Carroça de Mamulengos.

Em 1982, de passagem por Brasília, Carlos conheceu a atriz Schirley França, que passou a integrar o grupo. A partir desse encontro, começou a surgir a família e, com o nascimento dos filhos, houve a necessidade de uma outra concepção cênica, que possibilitasse uma participação da família nos espetáculos. Assim, a música, os bonecos gigantes, os bonecos de vestir e os elementos circences foram incorporados às brincadeiras.

www.carrocademamulengos.com.br

TRIO POUCA CHINFRA E A COZINHA (PE)

Dispostos a levar adiante a tradição do samba, os jovens músicos do Trio Pouca Chinfra e a Cozinha acabaram de gravar um EP com quatro faixas, que é uma verdadeira homenagem à malandragem e ao autêntico ritmo brasileiro. São onze músicos, vindos de bandas diferentes e que encontram no samba, no partido alto e nas canções de Zé Keti, Originais do Samba, Moreira da Silva e Paulinho da Viola a inspiração necessária para animar qualquer festa.

Em dois anos de vida, o Trio Pouca Chinfra e a Cozinha tem sido requisitados para temporada de apresentações em bares, shows para grande público e festas onde uma roda de samba seja necessária. O time completo é formado por Mago Fabrício (violão de 6 cordas e Voz), José Demóstenes / Macaco (cavaquinho e Voz), Ricardinho (violão de 7 cordas), Lucas Temporal (reco-reco, ganzá e Voz), Deco (pandeiro e Voz), Dedeco (agogô), Vicente Monstro (rebolo e prato), Ernesto Favela (tamborim e Voz), Filipino do Surdão (surdo e Voz), Lima (cuíca) e Moab nascimento (trombone).

www.myspace.com/triopoucachinfra

METALEIRAS DA AMAZÔNIA (PA)

A tradição das “metaleiras” da Amazônia tem nome e sobrenome: Manezinho do Sax, Pipira do Trombone e Pantoja do Pará. Mais do que a profissão em comum (os três são músicos militares), é a paixão pela música e uma poderosa identidade musical amazônica que os reúne. Pode-se dizer que o grupo é a versão “metaleira” do grupo Mestres da Guitarrada. No naipe da Metaleiras da Amazônia, ecoam ritmos como a lambada, carimbó, síria, lundu, entre outros. E, como acontece a toda boa música brasileira, ritmos são reinventados pelos três mestres compositores: sopros amazônicos num resultado único.

Os três tocam desde a infância, em média, desde os 10 anos de idade, e fizeram disso profissão, e, ainda conservando o frescor de autodidatas, a musicalidade do trio é nostálgica, e atual. Cheia de referências locais que remetem aos povos ribeirinhos e a vida no interior, a música da Metaleiras da Amazônia possui uma atualidade eletrizante. Prova disso é a recente parceria musical com a La Pupuña, banda da nova cena local e que atuou na produção musical e banda base na gravação do disco homônimo do trio a ser lançado neste ano.

FINO COLETIVO (RJ) / PARTICIP. DAVI MORAES (RJ)

Esta é uma história que começou de modo espontâneo. Um encontro inusitado entre nordestinos e cariocas, numa roda de compositores. A idéia de se formar uma banda foi conseqüência natural da afinidade pessoal e musical dessa turma, que passou a se unir para mostrar o trabalho individual de cada compositor. E assim, em meados de 2005, surgiu o Fino Coletivo - com o fino, com o melhor, que cada integrante tem a oferecer. Este coletivo é formado por Adriano Siri (voz), Alvinho Cabral (guitarra e voz), Alvinho Lancellotti (voz), Daniel Medeiros (baixo e voz), Wado (guitarra) e Marcus Cesar (bateria).

Desse projeto, que teve origem no Rio de Janeiro, foi concebido o primeiro CD, homônimo, lançado em abril de 2007 pela Dubas/Universal. Desde então, o disco de estréia “engrossa o caldo” a cada apresentação, esbanjando suingue, charme e simpatia - características marcantes do grupo e de sua música. O ótimo resultado do trabalho se revela por meio da intensidade crescente do público, bem como dos fartos elogios da crítica especializada, que aponta quase unanimemente o Fino como uma das melhores novidades do ano de 2007.

Os integrantes se revezam nos vocais e viajam em arranjos que se somam, com originalidade, sabedoria e bom gosto. As canções, ora melodiosas, ora excêntricas, balançam com frescor e admirável naturalidade, amadurecendo, show a show, o espírito Coletivo. Acrescenta-se a esse saldo positivo os diversos convites que a banda tem recebido.

Davi Moraes - No show do Festival Rec-Beat 2008, junto ao grande elenco de músicos que toca com a banda, o Fino Coletivo contará com a participação do cantor Davi Moraes. O músico, produtor, arranjador, compositor e cantor Davi Moraes participa do meio musical desde os cinco anos de idade, quando já subia no palco para acompanhar os shows do pai, Moraes Moreira. Davi começou a tocar profissionalmente aos 16 anos e até hoje já lançou dois discos solos – “Papo Macaco” e “Orixá Mutante”. Já tocou e participou de discos de grandes nomes da música brasileira, como Pepeu Gomes, Marisa Monte, Daniela Mercury, Carlinhos Brown e Caetano Veloso, entre outros.

www.finocoletivo.com

CHRIS MURRAY & FIREBUG (CANADÁ / SP)

Chris Murray esteve nos anos 90 a serviço do King Aparattus, maior nome da história do ska canadense. Certa vez, nas suas investidas mais ao sul do continente, o guitarrista passou por Venice Beach, na ensolarada Califórnia, gostou do clima e ficou por lá. A nova morada coincidiu com a explosão da terceira onda do ska, na metade dos anos 90. Foi nessa época que, com violão em punho e um simples gravador, ele surpreendeu a todos. Bateu às portas da Moon Records, em Nova York, e entregou o disco "The 4-track adventures of Venice Shoreline Chris", o primeiro álbum "acústico" do ska mundial.

Aqui no Brasil, a Radiola Records editou em 2006 "So Many Roads", compilação de dezesseis faixas com o melhor dos seus quatro álbuns. O disco inclui apenas uma música gravada ao lado de uma banda completa. Todas as demais contam com Murray no violão, baixo, bateria e órgão. O guitarrista canadense estreou em palcos brasileiros em janeiro de 2006. Na ocasião encantou São Paulo e Rio de Janeiro com sua energia, bem registrada no DVD “Sons de Uma Noite de Verão”, lançado no ano seguinte.

Em 2008, o canandense Chris Murray une forças à banda paulista Firebug, que se torna sua banda de apoio para fazer uma mini-turnê para a promoção do álbum “So Many Roads”.

Firebug - O grupo paulista Firebug passeia por praticamente todos os ritmos da Jamaica. Mostra o groove hipnótico do ska, a melodia do rocksteady, a malemolência do reggae e a lisergia do dub. E exibe toques discretos de estilos musicais distantes, como a surf e a country music. Formado por um produtor norte-americano e uma dupla de brasileiros, o Firebug tem como base o baixista e multi-instrumentista Victor Rice, o baterista Rodrigo Cerqueira (ex-Skuba) e o guitarrista/vocalista Felipe Machado. Rice, por sinal, toca baixo no já clássico disco “Dub side of the moon”, do Easy Stars All Stars, que recodificaram o lendário álbum do Pink Floyd em versão reggae.

O disco mais recente do Firebug, “On The Move”, chega às lojas pelas mãos do selo Deckdisc. Nessa viagem jamaicana do Firebug pelo túnel do tempo, é impossível não chamar a atenção para os timbres de Hammond B-3, e diversas participações especiais como B Negão, Agent Jay, da banda americana The Slackers e Buford O’Sullivan, líder dos Scofflaws, outra banda respeitadíssima no ska americano.

www.myspace.com/chrismurray
www.myspace.com/firebugbrazil

PANICO (CHILE)

Riffs pós-punk, dub, psicodelia e batidas dançantes são o segredo do Pânico, uma banda que se denomina franco-chilena com uma música “electro tropical”. Afinal, a história do Panico começa na França, em 1995, quando Carolina (baixo/vocal) e Eduardo (vocal) se conheceram. Voltando ao Chile, recrutaram Seba (bateria), Memo (guitarra) e Squatt (scratches) para criar a banda Panico. Com uma postura irreverente e um figurino extravagante, logo chamaram a atenção do público e da mídia em seus shows.

O ano de 2001 marca o grande salto que a banda Panico precisava para alçar vôos maiores. Ao assinar contrato com uma grande gravadora, o grupo troca os palcos de Santiago pelos de Paris e passa a se estabelecer na Europa. Num pé na França e outro no Chile, Panico tem se tornado uma grata surpresa por onde passa.

Com o disco “Subliminal Kill” (2005), a banda foi reconhecida por vários artistas, a exemplo do Franz Ferdinand, que os convidou para abrir alguns de seus shows. Foi o bastante para começarem uma surpreendente turnê de sucesso na Europa, com shows em Paris, Londres e no festival de Benicassin, na Espanha. No ano seguinte, a banda realiza uma turnê pelo Chile com shows lotados em todas as apresentações.

www.myspace.com/panicoband