BANDAS & MP3

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BANDE CINÉ (PE)

Bande Ciné é um sexteto que se propõe a fazer releituras de clássicos da música pop francesa com ênfase na década de 60. Artistas como France Gall, Brigitte Bardot e Serge Gainsbourg servem de inspiração para o grupo que revisita gêneros como Jazz, Bossa Nova de Gringo, Iê-iê-iê e salsa, com arranjos para se ouvir e para se dançar.

A Bande Cinétransita também pelo cancioneiro italiano e espanhol com versões de músicas conhecidas de trilhas sonoras com bastante estilo e sofisticação. O resultado da soma de todos esses elementos é uma proposta original e divertida produzida por Thiago Suruagy na bateria, Bruno Vitorino no contra-baixo, André Sette no teclado, Demóstenes no trompete, Filipe Barros na guitarra e voz e Tatiana Monteiro na voz.

www.myspace.com/bandecine

LES FRÈRES GUISSÉ (SENEGAL)

Os Irmãos Guissé (Frères Guissé) são um grupo que reúne três irmãos da família Guissé. Originários do Fouta, ao norte do Senegal, eles cantam em várias línguas, notadamente em Peulh, sua língua materna. A música do Les Frères Guissé é sobretudo para ser ouvida, com letras que expressam as preocupações do povo senegalês e africano de maneira geral.

Les Frères Guissé realizou apresentações em diversos países: Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Marrocos, Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Cabo Verde e Costa do Marfim. Desde 2005, os irmãos Guissé organizam em Dacar, um Festival Internacional de Música Folclórica, que tem também como objetivo sensibilizar as populações sobre questões ligadas à proteção do meio-ambiente, recebendo artistas de diversos continentes.

A beleza e a força do trabalho dos Guissé estão profundamente enraizadas nas tradições do Senegal e do Oeste da África. Sua música está intimamente ligada à história do Fouta e à cultura das populações que vivem ao longo do rio Senegal, enriquecidas por sonoridades contemporâneas que a tornam singular. O grupo tem-se engajado em inúmeras iniciativas e ações de caráter social e humanitário, junto a escolas, universidades e crianças de rua, fazendo de sua música uma ponte para uma maior articulação social na busca de soluções para os males que afetam os povos africanos.

PORCAS BORBOLETAS (MG)

O Porcas Borboletas vem se consolidando como uma das principais bandas do novo cenário da música independente no Brasil, surpreendendo público e crítica com sua proposta inventiva e, sobretudo, irreverente. A banda, de Uberlândia-MG, já passou por vários dos principais festivais independentes do Brasil e foi recentemente selecionada pelo programa Rumos Itaú Cultural, além de ter sido 2° lugar no Prêmio Toddy de Música Independente 2007, na categoria Destaque Regional.

Um Carinho com os Dentes” é o primeiro CD do Porcas Borboletas. Gravado na capital paulista com produção de Alfredo Bello, apresenta 16 composições inéditas, incluindo uma parceria com Arnaldo Antunes e participações especiais de Simone Soul, Mauro Motoki (Ludov), Luiz Gayotto, Rubi, Carlos Zhimber, DJ Tudo e EMCANTAR. O disco, gravado com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Uberlândia, já está em sua segunda tiragem, lançada pelo selo Mais Brasil Música.

www.porcasborboletas.com.br

ORQUESTA TIPICA FERNANDEZ FIERRO (ARGENTINA)

Com uma formação típica de orquestra de tango com bandolin, violino, violão, cello, contrabaixo e outros instrumentos, mas ao mesmo tempo com uma maneira única de sentir e interpretar o tango com performances potentes, tomou forma a Orquesta Tipica Fernandez Fierro, da Argentina. Fazem parte do repertório do grupo releituras de tangos tradicionais e músicas próprias, compostas por alguns de seus jovens integrantes.

O grupo existe desde 2001 e lança seus discos e administra seu próprio clube (Clube Atlético Fernandez Fierro) de maneira independente. De 2002 até 2006, a orquestra lançou quatro discos, sendo o mais recente, “Mucha Mierda”, uma expressão bastante peculiar de Boa Sorte entre artistas de teatro.

Em seu lançamento mais recente, a banda buscou um equilíbrio da sonoridade de estúdio com a energia que conseguem emitir no palco ao vivo. A gravação aconteceu no Auditório da Biblioteca Nacional de Buenos Aires, utilizando uma tecnologia móvel, que posteriormente foi mixado e masterizado. “Mucha Mierda” foi eleito pelo jornal La Nación como um dos dez melhores discos lançados em 2006 e a música “Las Luces del Estadio/Buenos Aires Hora Cero” como uma das cem melhores de 2006 pela edição argentina da revista Rolling Stone.

www.fernandezfierro.com

LUCY AND THE POPSONICS (DF)

Fernanda e Pil Popsonic, parceiros de Lucy, uma bateria eletrônica sentimentalista, foram condicionados às idéias e preceitos de pequenos seres extraterrestes, os eletropandas, encontrados casualmente durante um ensaio de sua banda Lucy and The Popsonics. Do relacionamento traçado entre Popsonics e Eletropandas surgiu um trabalho pop, sem seguir padrões convencionais ou idéias datadas, ditado primordialmente pelas leis do entretenimento, da pose e até da futilidade.

Composto por oito faixas do melhor que se pode ter da mistura entre o punk, o electro, o college e um casal apaixonado, o disco de estréia do Lucy and The Popsonics, não poderia ter nome mais apropriado que “A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas”. Batidas eletrônicas e riffs de guitarra bem construídos com aquele refrão que a música pop exige, mesmo com uma aparente ingenuidade dão o tom do disco. A dupla popsonica não possui preconceitos estéticos e canta sobre tamagochis, corações empacotados e gatinhos radioativos ao melhor estilo electro-fashion-neo-pop-retrô.

Tudo isso junto é capaz de descentralizar o poder de mixers e concordar com a lei do mínimo esforço: você pode ouví-lo na íntegra sem se preocupar – o disco já é seu próprio DJ. Das pistas de dança em clubes a grandes festivais, os shows ao vivo da dupla conquistam o público, que tem a certeza de que a invasão dos eletropandas já começou.

www.myspace.com/lucyandthepopsonics

PATO FU (MG)

O Pato Fu chega ao seu nono disco em 16 anos de estrada. E com o mesmo vigor e criatividade de estréia. O Pato Fu continua sendo uma banda que acredita que a ordem do dia é criar, criar e criar. Em “Daqui pro Futuro”, seu disco mais recente, aclamado pela crítica como um dos melhores lançamentos de 2007, a banda registrou 12 canções com muita elaboração, sem preguiça, sem acomodação, e mais independentes do que nunca. O disco foi lançado pelo selo Rotomusic, criado pela própria banda e chegou aos fãs primeiramente em formato digital, sendo lançado em formato físico um mês depois.

A produção ficou, como no disco anterior, a cargo de John Ulhoa, guitarrista/compositor da banda. Gravado e mixado no estúdio que John e Fernanda Takai têm em casa, esse álbum é uma espécie de experimento de até onde pode ir a tecnologia dos estúdios baseados em computador, no intuito de produzirem música orgânica e não-mecânica.

Nesse disco, o Pato Fu encontrou esse ponto no qual melodias e composições se tornaram um foco. Tudo que se ouve foi gravado pelos cinco integrantes da banda, dos instrumentos modernos a medievais. E ainda com a ajuda de samplers e outras maquininhas, como já é de praxe do Pato Fu. A banda em seu estúdio usou tecnologias de ponta pra gerar sons simples e antigos, gerando texturas complexas a partir de timbres básicos. É um álbum em que a urgência e energia cedem um pouco de espaço pros timbres e harmonias.

www.patofu.com.br